Muitos alunos buscam o mestrado ou doutorado para seguir carreira acadêmica ou especialização técnológica. Como já recomendei diversos ex-alunos para programas de excelência (UFRGS, UFPel, UFSC, etc.), reuni aqui algumas orientações sobre o processo.
É um documento confidencial onde um doutor compara o desempenho do aluno com outros que já conheceu. São avaliados quesitos como iniciativa, expressão oral e escrita, e capacidade de pesquisa. Uma carta só é útil se o recomendante conhece bem suas habilidades para dar exemplos concretos.
Para qualquer professor com a titulação exigida que te conheça bem. No meu caso, tenho melhores condições de avaliar quem foi meu bolsista, orientado de TCC ou que se destacou em minhas disciplinas eletivas. Também conta muito se o recomendante atua na área pretendida (minha experiência foca em microeletrônica, processamento de sinais, biomédica e computação).
A melhor forma de testar a vocação é a Iniciação Científica (IC). Pesquisar exige leitura e escrita constante em inglês, além de lidar com documentações incompletas e prazos rígidos.
O objetivo é o artigo: Uma bolsa de IC não é salário; o resultado esperado é sempre a publicação de um artigo.
Trabalho coletivo: Ninguém pesquisa sozinho; trabalha-se sempre em diálogo com o que já foi produzido no mundo.
Atualmente, comparo candidatos com uma base de mais de ~700 alunos que lecionei nos últimos vinte anos. Isso significa que apenas 1% (7 alunos) figuram no topo da avaliação.
Se você tem potencial e interesse, o percurso ideal é: cursar as eletivas da área, buscar IC/Pesquisa e realizar um bom TCC (PFC). Se recebeu um incentivo meu ou de outro colega, considere esse caminho para se preparar para a pós-graduação.
Para mais detalhes, consulte minhas diretrizes de orientação ou a página do Grupo de Pesquisa (GET).